Diretrizes

Diversos grupos se formaram com o auxilio da Iniciativa BKK, tanto com visitas para instruções e orientação técnica quanto com o empréstimo de equipamentos para as aulas. A exigência básica da BKK por todo esforço oferecido é que o grupo beneficiado se disponha a disseminar o conhecimento em sua região, apoiando mais pessoas interessadas na prática de kyudô, divulgando a arte como proposto pela Federação Internacional de Kyudo (IKYF). Para tanto aqui listamos algumas diretrizes básicas a serem seguidas pelos grupos e responsáveis pela prática de kyudô.

Para ser um grupo ligado à Iniciativa BKK e consequentemente aderir às regras da Federação Internacional de Kyudo (IKYF), o grupo de kyudô deve ser independente de outras instituições religiosas, políticas e/ou de outra natureza qualquer no seguinte sentido:

  1. Qualquer pessoa que desejar poderá praticar kyudô sem precisar ser membro de outra instituição que crie lhe restrições ou obrigações de natureza moral, filosófica, religiosa ou política.
  2. Uma pessoa que queira praticar kyudô não deve ser obrigada a participar, antes ou depois do treino, de outras atividades sem relação com o kyudô.
  3. O grupo de kyudô não deve recolher dinheiro com fins lucrativos, e sim com objetivo de manter, difundir e expandir a prática do kyudô em conformidade com a IKYF
  4. O dinheiro recolhido deve vir de preferência dos praticantes – doações de outras pessoas ou instituições devem ser aceitas escrupulosamente e apenas caso não comprometam a independência do grupo.

Em termos legais, o objetivo da Iniciativa BKK é que no futuro todos os grupos filiados possam ser definidos com um estatuto que possua um artigo que o explicite como uma “entidade de prática desportiva e cultural e organização apolítica sem distinção de raça, cor e credo”, em seus registros oficiais. O mesmo aconteceu com o grupo do Rio de Janeiro no ato de seu registro.

Note-se, porém, que cada grupo tem independência para fazer a seleção de seus praticantes, o que deve ser feito com responsabilidade tanto para garantir orientação apropriada quanto para a segurança do meio. Insistimos apenas que essa seleção deve ser isenta de quaisquer preconceitos. Aspectos como número máximo de arqueiros no dojo, idade mínima do aluno, estatura e outras condições físicas e mentais do praticante devem ser levadas em consideração e validadas com o sensei ou orientador do grupo.

Essas instruções são os balizadores para que novas associações brasileiras de kyudô surjam sob os mesmos princípios, garantindo assim que, no futuro, a Iniciativa BKK possa tornar-se um órgão nacional devidamente alinhado com os objetivos das demais federações de kyudô do mundo.

 

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